Já está provado que nossas palavras têm mesmo muito poder, e quanto mais íntimo for o relacionamento entre duas pessoas, maior será esse poder. O vínculo emocional faz com que seja muito difícil para alguém desprezar os insultos de um amigo, cônjuge, pai, mãe, filho, ou patrão (difícil, mas não impossível). A verdade é que nem todos têm esse poder sobre nós. Ninguém se ofende, por exemplo, com os latidos irados de um cachorro, os xingamentos de um bêbado ou de um louco da esquina, mas se magoa com frases impensadas ditas por pessoas do circulo mais íntimo. Essa diferença é evidência de que Deus nos deu alguma capacidade de escolher, nem sempre conscientemente se vamos aceitar ou não as ofensas, insultos ou abusos verbais que nos são dirigidos. Como ensina um conto oriental, quando você não aceita um presente, ele continua nas mãos de quem o oferece.
Se, por um lado, nem sempre podemos escolher aquilo que vamos ouvir da boca de outros, por outro, temos uma tremenda responsabilidade diante de Deus em relação àquilo que sai de nossa própria boca. Cristo disse que "de toda a palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no dia do juízo". E acrescenta: "Por tuas palavras serás justificado, e pelas tuas palavras serás condenado" (Mt 12:36, 37). E por que Deus considera esse assunto com tanta seriedade? Porque através de nossas palavras podemos transmitir idéias que serão como que materializadas na mente de quem as escuta. É um processo físico mesmo.
É por isso que Paulo afirma na carta aos Efésios (4:29): "Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e assim transmita graça aos que ouvem."
Que Deus faça hoje de sua boca uma benção para os que o(a) rodeiam.