

Com a constante rotatividade de equipe, os gestores estão cada dia mais preocupados em que tipo de investimento realizar na capacitação dessa nova geração de profissionais e como fazer para que, uma vez treinados, eles permaneçam na empresa e tenham uma excelente performance.
Mas afinal, quem são esses novos profissionais?
De acordo com o estudo: “Uma visão dos líderes sobre a Geração Y”, que contou com a participação de mais de 100 gestores de Recursos Humanos de grandes empresas, destacaram-se entre os pontos mais relevantes:
- são iminentes da era digital, apolítica e individualista;
- são ágeis, tem senso de oportunidade, descontração, inteligência e são importantes para trazer às empresas vitalidade, ritmo e agilidade;
- impacientes, inseguros, com vínculos voláteis, exibicionistas e superficiais
São impacientes e sempre estão buscando resultados acelerados e rápida ascensão profissional, estão sempre conectados em diversas tecnologias, são fluentes em mais de um idioma e são dotados de uma ambição ímpar.
Como são dotados de uma extraordinária capacidade de executarem diversas atividades ao mesmo tempo, estão sempre atentos a tudo o que ocorre, mesmo que às vezes estejam teclando com um amigo no MSN ou atualizando seu Twitter ou seu FaceBook. Entender essas habilidades muitas vezes é desconfortável e complicado para os gestores, habituados em uma forma tradicional de concentração no trabalho. É uma geração que definitivamente aprendeu a dominar as máquinas e se adaptar à velocidade da evolução tecnológica. Parece um dado sem importância, mas estudos americanos comprovam que, quem convive com ferramentas virtuais desenvolve um sistema cognitivo diferente.
Os integrantes da Geração Y buscam sempre o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, embora, várias pesquisas apontam que, entre a vida pessoal e profissional, a prioridade sempre será dada à vida pessoal. Essa questão é muitas vezes um choque conflitante entre as diversas gerações que compõem a equipe dentro da empresa.
A questão inevitável é que esses jovens da Geração Y são a nova força de trabalho disponível para as corporações e serão os responsáveis pela condução dos negócios em um futuro breve, sendo portanto premente que se abra um espaço dentro das organizações para a real implementação de uma política bem-sucedida de retenção de talentos, com foco nas características dessa nova geração e também uma forma de fazer com que todas as gerações interajam dividindo experiências e somando esforços para o sucesso empresarial, caso contrário, veremos aquela conhecida média de 2 anos na mesma função reduzir-se drasticamente.
Para encerrar deixo uma pergunta ou uma reflexão: O quanto as equipes de gestores estão realmente preparadas para atuarem com essa nova geração de profissionais no mercado de trabalho?